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Givaldo Ferreira Corcinio Junior

A cidade e o migrante: as estações ferroviárias como lugar de memória

Givaldo Ferreira Corcinio Junior
Universidade Federal do Tocantins

Valéria Cristina Pereira da Silva
Universidade Federal do Tocantins

     Full text: PDF
     Last modified: May 18, 2007
     Presentation date: 06/12/2007 10:00 AM in ISCTE-II C104
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Abstract
Os últimos anos do século XIX e os primeiros do século XX configuraram-se como um período de dinamização econômica para São Paulo. Migrantes de todas as partes passam a integrar-se a massa que sobrevive na e a cidade. Diante dos olhos destes novos personagens descortina-se um espetáculo onde, segundo FREHSE (2005), “o cotidiano busca se impor enquanto se desagregam antigos padrões de sociabilidade e se intensificam novos”.
Com a ferrovia, as relações sócio-econômicas e de poder ganharam então uma amplitude de alcance nunca vista. Entretanto, não apenas as relações pautadas pela moeda foram afetadas pela passagem deste novo transporte. Novos paradigmas de relacionamento humano, novas visões de mundo, novas idéias e traduções da realidade transitaram nos trilhos recém-assentados pelas companhias ferroviárias.
O trem tornou-se um elemento praticamente indissociável da imagem de São Paulo. As estações ferroviárias paulistanas constituiram-se como símbolos particulares da cidade, introduzindo uma relação dialética entre o dentro e o fora. Revelaram-se como um ícone da modernidade, sendo lugar de passagem, de despedidas e de chegadas. Elas concentravam em suas estruturas mais do que desenhos arquitetônicos ou artísticos. Estavam nelas também desenhos de desejos, sonhos, esperanças, emolduradas pela fuligem da “Maria Fumaça”, imprimindo na linha do horizonte o negativo fotográfico que revelou no imaginário social a cidade grandiosa, repleta de medos e utopias. Hoje, entretanto, elas situam-se como um elo entre o novo e o velho, construindo assim uma teia de sentidos composta de ferro, vidro, concreto e nostalgia.

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