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Joana Pagliosa Corona

Ocupações e (re)significações no espaço urbano por mulheres prostitutas de rua no centro de Florianópolis

Joana Pagliosa Corona
Universidade Federal de Santa Catarina

     Full text: PDF
     Last modified: May 17, 2007
     Presentation date: 06/12/2007 11:45 AM in ISCTE-II C104
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Abstract
A análise etnográfica centra-se em ocupações de determinados espaços públicos e privados, por mulheres prostitutas de rua, que trabalham durante o dia no centro de Florianópolis, locais tradicionais de exercício da prostituição feminina, que considero como zona intersticial, tensionando elementos do centro de metrópoles contemporâneas com elementos de sociabilidades e significações a partir de experiências coletivas. Relaciono os conceitos de zona moral de PARK (1984 ), de paisagem vernacular e paisagem política de Zukin (2000), buscando investigar conflitos que constituem essas zonas ou paisagens. Os instrumentos metodológicos utilizados foram observação participante, caracterizada pelo que chamo de flânerie pelas ruas, entrevistas semi-estruturadas focadas em trajetórias e narrativas de vida de quatro mulheres interlocutoras da pesquisa, de diferentes faixas etárias, pertencentes a camadas populares.
Primeiramente, discuto alguns critérios de apropriação do espaço público, tais como antiguidade e relações de amizades e/ou inimizades, a partir da noção de ‘ponto de batalha’, entendido como mancha (MAGNANI, 2000 ) de sociabilidade de mulheres prostitutas. O ‘ponto’ é delimitado através de fronteiras simbólicas estruturadas por relações de conflitos, poder, status e hierarquias no interior do grupo. Alguns estabelecimentos privados como dormitórios e bares configuram-se como manchas fundamentais de lazer, trabalho, relações afetivas e (re)afirmações de identidades entre essas mulheres.
Defendo que os espaços públicos e privados freqüentados cotidianamente por essas mulheres significam não apenas locais de trabalho, mas fundamentalmente, locais onde estão presentes uma rede complexa e intensa de sociabilidade, através de relações de amizades, familiares, conjugais ou afetivas, entre outras, que diluem fronteiras entre aspectos públicos e privados das trajetórias de vida dessas mulheres. Assim como descaracterizam a histórica representação do aspecto profissional e político em espaços públicos (masculino), em contraposição ao símbolo da casa, como representativo do âmbito privado, doméstico e familiar (feminino).

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